Nessa vida, cadeia cíclica e fechada, surgem Radicais Livres que aprisionam o nosso carbono quaternário (o Coração), e impedem as Ligações Duplas, nos qualificando com funções (lineares ou exponenciais). São radicais livres presos. Nos condenam com alcunhas (seria eu um Éster, um Aldeído, ou seria eu um Disfuncional?) e logo partem as nossas cadeias, cravam as unhas em nossas veias e desaparecem! Parecem dedos histéricos, medos históricos... Afundam na memória para depois ressurgir: esse é o Ciclo Vital do Pânico-Orgânico Emocional. Seco, efêmero e saturado. Um anel benzênico representando a dupla alternância de Sentimento e Sensação.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

o rio

a mata virgem ciliar
desse rio risco no mar
me afoga urgente o
rio enchente o brio
orgulho e mergulho (só)

 a marca d’água desse canal
(náufraga mágoa que engulo sem
vontade prima de compensar
meus arredios passos pra trás),

 desmerecida e viscosa voz
da vaidade que minvadiu,
permeia sombras galhos e a foz
da margem sóbria fugaz do rio

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